terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Pudim de claras

Ontem fomos passar a noite de Natal como eu disse na casa de uma amiga...e levei meus casulos de fios de ovos para a sobremesa, que foram muito apreciados, fiquei muito contente com o resultado e só não vou colocar as fotos aqui pois elas estão iguais as da última receita.

Como eu ajudei na decoração e achei que estava linda vocês verão no final deste texto algumas fotos das mesas que fizemos para o Natal.

Hoje voltamos lá para o almoço de Natal e daí vou levar o pudim de claras que fiz, que está lindo. É uma receita super simples de fazer e dei uma enfeitada com uma cobertura que eu nunca tinha feito. Não me lembro de onde tirei esta receita, pois já faz tempo e não tinha o costume de anotar as fontes antes, mas garanto que é boa e fácil.

Receita pudim:
10 claras batidas em neve
1/2 xícara de açúcar
1 lata de leite condensado

Preparo:
Batas as claras em neve e adicione o açúcar batendo na batedeira. Desligue a batedeira e mistura uma lata de leite condensado, mexendo bem devagar de baixo para cima para incorporar tudo sem perder a suavidade das claras.
Coloque tudo numa fôrma de buraco no meio muito bem untada com manteiga sem sal e leve ao forno por 50 minutos em fogo médio/baixo em banho maria.
Espere amornar e desenforme e leve à geladeira.

Receita da cobertura (opcional):
1 vidro de geléia de amoras
1/2 xícara de água
1 colher de chá de amido de milho.

Numa panela coloque a geléia e dissolva o amido na água e coloque tudo no fogo baixo. Mexa sempre até começar a ferver e desligue e leve a mistura para a geladeira para gelar.

Depois de gelado o pudim e a cobertura, despeje sobre o pudim uma caixinha pequena de creme de leite e a cobertura de geléia de amoras.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal

Hoje para mim jé é Natal, apesar da data coemorativa mesmo ser dia 25, mas hoje é o dia da trabalheira, da bagunça na cozinha, da arrumação dos cheiros e gostos do Natal, e como não podia deixar de ser eu fui para a cozinha.

Este ano vamos passar Natal na casa de uns amigos...minha família e meus pais e, apesar do Natal não ser na casa da minha mãe, eu fui quem fiz duas das sobremesas da noite de Natal e ajudei em toda arrumação e decoração da casa...ficou tudo muito bonito, mas hoje não vou ter tempo de colocar a receita e nem as fotos aqui. O que posso adiantar é que fiz de novo, e SOZINHA, os tais casulos de fios de ovos (que deram certo) e com as claras fiz um pudim de claras com cobertura de amoras que ficou lindo.

Por fim...como todo trabalho é sempre recompensado, ganhei mais um presente de Natal antes do ano acabar...agora além da minha cumadre e melhor amiga que já teria bebê em junho, minha irmã acaba de descobrir que também está grávida e terá bebê em agosto...vou ser tia duas vezes em 2008, eita maneira boa de se começar o ano heim.

Beijos a todos por hoje e uma ótima véspera de Natal.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Vôo atrasado, leitura diferente



Que não tem coisa melhor do que você comer uma coisa gostosa todos concordamos, e que não tem coisa melhor do que fazer algo muito difícil e ver que deu certo, também concordamos...mas juntar isso...fazer algo super trabalhoso e ainda comer depois e ser uma delícia...isso não tem preço.

Foi o que fiz hoje...uma amiga da minha mãe sabe fazer este doce dos deuses que eu jamais me atreveria a fazer sozinha sem supervisão...risos...pois precisa aprender a técnica que nenhuma receita pronta explica.

Então lá fui eu...8 da manhã com chuva para a casa dela para ter minha aula de casulo de fio de ovos. Primeiro ia aprender a fazer os fios de ovos...o que já é uma glória e depois os docinhos de fios de ovos recheados com um creme...DEMAIS.

A receita é bem simples, uma vez que só leva ovos, açúcar e água, mas a execução é que é o tcham do negócio...e que levou simplesmente 4 horas...para fazer tudo do começo ao fim...e para render 50 docinhos...que a gente come rapidinho...imaginou?

Começamos assim...são 30 ovos...4 você separa a gema da clara e separa para fazer o recheio depois (vai colocando todas as claras num pote, pois esta receita não usa as claras e você pode fazer um pudim de claras com elas depois).

Os outros 26 ovos você pega 3 inteiros e coloca numa peneira de ferro fina com uma vasilha embaixo e junta as outras 23 gemas dos outros ovos. Nesta primeira peneiragem vai demorar um pouco, porque a gente não pode empurrar com a colher, pois a intenção é desprezar a película da gema que é o que dá aquele cheiro de ovo no doce que não queremos, então damos umas batidas com a peneira para ir descendo o conteúdo e mexemos com um garfo para ir soltando a tal película.

Depois de tudo ter passado pela peneira, daí repetimos este processo mais umas 30 vezes...isso, você não leu errado, são 30 vezes mesmo, mas agora é rápido e serve só para deixar as gemas bem homogêneas e fininhas.

Enquanto faz isso vc coloca umas 800g de açúcar numa panela (e aqui vai outra dica, não use aquelas panelas de aço inox, pois eles são muito grossas e fervem muito e não servem para fazer o fio de ovos, tem que ser aquelas panelas antigas, finas mesmo...eu uso uma que tenho de derreter chocolate em banho maria) e coloca 1 copo e meio de água, mexe tudo para misturar e coloca no fogo e deixa lá sem mexer até ferver...e vai peneirando as gemas.

Coloque as gemas peneiradas dentro do famoso regador de fazer fio de ovos que vocês vão ver na foto e que se compra em lojas especializadas. Prepare uma vasilha grande ao lado da panela com outra peneira grande para escorrer os fios e uma garrafinha de água gelada. Com a calda fervendo você começa a fazer movimentos circulares despejando o fio dentro da panela e contando 30 voltas mais ou menos. (quanto mais alta a sua mão mais finos serão os fios). Quando contar 30 você joga muito pouco (uma colherzinha de chá) da água fria na panela para baixar a espuma e você enxergar os fios e diminui o fogo (se preciso desligue) e muito rapidamente com uma escumadeira, junte os fios num canto da panela como se fosse um croquete e coloque para escorrer na peneira. Pegue a água fria e jogue um pouco em cima dos fios para lavá-los e parar o cozimento. Repita este processo até acabar as gemas. (Eu devo ter feito isso umas 20 vezes, ou seja, uns 20 bolinhos de fios de ovos.

Assim que acabar, imediatamente comece a abrir os fios de ovos, pois se eles ficam fios demais fica mais difícil de abrir.
Com 2 garfos pegue os bolinhos, uma a um, e numa forma vá jogando ele várias vezes, com delicadeza e eles começam a se abrir no comprimento até ficarem compridos e soltinhos (veja a foto deles esticados na forma). Faça isso com os 20 bolinhos até que todos estejam esticados e separados, na medida do possível, com os garfos, para não ficar aqueles pelotes de fios grudados.

UFA!!! Acabou? Se você quiser só os fios de ovo...sim...acabou...

Mas daqui para frente começa o preparativo dos casulos...sei que você deve estar morrendo de rir pensando assim: “Nunca vou fazer isso” . Eu também pensava assim, mas apesar de ser tão demorado, o resultado é lindo, gostoso, é relaxante de fazer e não é tão complicado quando a gente faz. É que procuro dar bastante detalhes para vocês poderem seguir.

Mas vamos ao doce então.

Lembra aquelas 4 gemas que separamos no começo...nós também temos que peneirar elas umas 30 vezes que nem as primeiras e depois disso pegamos 1 copo da calda que sobrou na panela que cozinhamos os fios e misturamos com esta gema fora do fogo. Depois leva ao fogo mexendo sempre até começar a dar uma engrossadinha. Não pode engrossar demais pois depois de frio ele fica muito duro para rechear e tem que ser molinho, senão também corre o risco de açucarar.

Espera esta mistura esfriar um pouco e vamos pegando com um garfo os fios de ovos e colocando estendido na palma de umas das mãos, fazendo uma fileirinha da largura de um dedo ou dois. Neste fio colocamos um pouco do recheio com uma colherzinha. Depois enrolamos os fio de ovos como um mini rocambole com este recheio no meio até acabar o fio e apertando dos lados para fazer um casulo. Faça isso até acabar os fios, a minha receita rendeu 52 docinhos.

Vá colocando os docinhos todos numa forma e quando acabar pegue o líquido que ficou na travessa que escorremos os fios de ovos e que o regamos e regue todos os docinhos com vontade...pode regar bastante para ficar com calda até 1/3 da parte de baixo dos doces e leve eles somente no fornilho elétrico ou forno que tem a função de gratinar, só para dar uma leve dourada em cima.

Escorra bem a calda e daí é só colocar os docinhos nas forminhas com aquele papel plástico embaixo, pois como ele é úmido por baixo, se colocar direto na forma de papel, molha...

UFA, agora acabou...agora é só comer...e nem te conto como é bom.

No Natal faço de novo para ver se a galera gosta e se tiver algum erro de digitação no meio do caminho me desculpem, mas lembrar de todos os detalhes para escrever é tão trabalhoso quanto fazer...risos.

Marina...obrigada pelo seu tempo e paciência (e por dividir este segredo comigo).

Receita:
30 ovos
1 Kg de açúcar
1 copo e meio de água

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Trabalho e deleite - Casulo de fio de ovos










Que não tem coisa melhor do que você comer uma coisa gostosa todos concordamos, e que não tem coisa melhor do que fazer algo muito difícil e ver que deu certo, também concordamos...mas juntar isso...fazer algo super trabalhoso e ainda comer depois e ser uma delícia...isso não tem preço.

Foi o que fiz hoje...uma amiga da minha mãe sabe fazer este doce dos deuses que eu jamais me atreveria a fazer sozinha sem supervisão...risos...pois precisa aprender a técnica que nenhuma receita pronta explica.

Então lá fui eu...8 da manhã com chuva para a casa dela para ter minha aula de casulo de fio de ovos. Primeiro ia aprender a fazer os fios de ovos...o que já é uma glória e depois os docinhos de fios de ovos recheados com um creme...DEMAIS.

A receita é bem simples, uma vez que só leva ovos, açúcar e água, mas a execução é que é o tcham do negócio...e que levou simplesmente 4 horas...para fazer tudo do começo ao fim...e para render 50 docinhos...que a gente come rapidinho...imaginou?

Começamos assim...são 30 ovos...4 você separa a gema da clara e separa para fazer o recheio depois (vai colocando todas as claras num pote, pois esta receita não usa as claras e você pode fazer um pudim de claras com elas depois).

Os outros 26 ovos você pega 3 inteiros e coloca numa peneira de ferro fina com uma vasilha embaixo e junta as outras 23 gemas dos outros ovos. Nesta primeira peneiragem vai demorar um pouco, porque a gente não pode empurrar com a colher, pois a intenção é desprezar a película da gema que é o que dá aquele cheiro de ovo no doce que não queremos, então damos umas batidas com a peneira para ir descendo o conteúdo e mexemos com um garfo para ir soltando a tal película.

Depois de tudo ter passado pela peneira, daí repetimos este processo mais umas 30 vezes...isso, você não leu errado, são 30 vezes mesmo, mas agora é rápido e serve só para deixar as gemas bem homogêneas e fininhas.

Enquanto faz isso vc coloca umas 800g de açúcar numa panela (e aqui vai outra dica, não use aquelas panelas de aço inox, pois eles são muito grossas e fervem muito e não servem para fazer o fio de ovos, tem que ser aquelas panelas antigas, finas mesmo...eu uso uma que tenho de derreter chocolate em banho maria) e coloca 1 copo e meio de água, mexe tudo para misturar e coloca no fogo e deixa lá sem mexer até ferver...e vai peneirando as gemas.

Coloque as gemas peneiradas dentro do famoso regador de fazer fio de ovos que vocês vão ver na foto e que se compra em lojas especializadas. Prepare uma vasilha grande ao lado da panela com outra peneira grande para escorrer os fios e uma garrafinha de água gelada. Com a calda fervendo você começa a fazer movimentos circulares despejando o fio dentro da panela e contando 30 voltas mais ou menos. (quanto mais alta a sua mão mais finos serão os fios). Quando contar 30 você joga muito pouco (uma colherzinha de chá) da água fria na panela para baixar a espuma e você enxergar os fios e diminui o fogo (se preciso desligue) e muito rapidamente com uma escumadeira, junte os fios num canto da panela como se fosse um croquete e coloque para escorrer na peneira. Pegue a água fria e jogue um pouco em cima dos fios para lavá-los e parar o cozimento. Repita este processo até acabar as gemas. (Eu devo ter feito isso umas 20 vezes, ou seja, uns 20 bolinhos de fios de ovos.

Assim que acabar, imediatamente comece a abrir os fios de ovos, pois se eles ficam fios demais fica mais difícil de abrir.
Com 2 garfos pegue os bolinhos, uma a um, e numa forma vá jogando ele várias vezes, com delicadeza e eles começam a se abrir no comprimento até ficarem compridos e soltinhos (veja a foto deles esticados na forma). Faça isso com os 20 bolinhos até que todos estejam esticados e separados, na medida do possível, com os garfos, para não ficar aqueles pelotes de fios grudados.

UFA!!! Acabou? Se você quiser só os fios de ovo...sim...acabou...

Mas daqui para frente começa o preparativo dos casulos...sei que você deve estar morrendo de rir pensando assim: “Nunca vou fazer isso” . Eu também pensava assim, mas apesar de ser tão demorado, o resultado é lindo, gostoso, é relaxante de fazer e não é tão complicado quando a gente faz. É que procuro dar bastante detalhes para vocês poderem seguir.

Mas vamos ao doce então.

Lembra aquelas 4 gemas que separamos no começo...nós também temos que peneirar elas umas 30 vezes que nem as primeiras e depois disso pegamos 1 copo da calda que sobrou na panela que cozinhamos os fios e misturamos com esta gema fora do fogo. Depois leva ao fogo mexendo sempre até começar a dar uma engrossadinha. Não pode engrossar demais pois depois de frio ele fica muito duro para rechear e tem que ser molinho, senão também corre o risco de açucarar.

Espera esta mistura esfriar um pouco e vamos pegando com um garfo os fios de ovos e colocando estendido na palma de umas das mãos, fazendo uma fileirinha da largura de um dedo ou dois. Neste fio colocamos um pouco do recheio com uma colherzinha. Depois enrolamos os fio de ovos como um mini rocambole com este recheio no meio até acabar o fio e apertando dos lados para fazer um casulo. Faça isso até acabar os fios, a minha receita rendeu 52 docinhos.

Vá colocando os docinhos todos numa forma e quando acabar pegue o líquido que ficou na travessa que escorremos os fios de ovos e que o regamos e regue todos os docinhos com vontade...pode regar bastante para ficar com calda até 1/3 da parte de baixo dos doces e leve eles somente no fornilho elétrico ou forno que tem a função de gratinar, só para dar uma leve dourada em cima.

Escorra bem a calda e daí é só colocar os docinhos nas forminhas com aquele papel plástico embaixo, pois como ele é úmido por baixo, se colocar direto na forma de papel, molha...

UFA, agora acabou...agora é só comer...e nem te conto como é bom.

No Natal faço de novo para ver se a galera gosta e se tiver algum erro de digitação no meio do caminho me desculpem, mas lembrar de todos os detalhes para escrever é tão trabalhoso quanto fazer...risos.

Marina...obrigada pelo seu tempo e paciência (e por dividir este segredo comigo).

Receita:
30 ovos
1 Kg de açúcar
1 copo e meio de água


sábado, 15 de dezembro de 2007

Bolo gelado de coco e a dieta líquida






Hoje a vontade de comer algo com coco tomou conta de mim e confesso que pensei em várias opções, mas quando olhei meu caderno de receitas antigo e vi este bolo gelado, daqueles que a gente come embrulhado em papel laminado em festa de aniversário, minha mente não pensava em mais nada a não ser em fazê-lo.

Este bolo é diferente pois usa guaraná no lugar do leite da receita, não vai manteiga na massa e a mistura do guaraná (com gás) e a farinha de trigo peneirada resulta num bolo extremamente fofo.

Tinha comentado com minha mãe que engordei uns quilinhos estas
últimas semanas e que amanhã eu faria dieta líquida...risos...tentei resistir...pensei em todos os argumentos que poderiam me convencer de não comer mais...o fim de ano chegando, a roupa que quero usar no Reveillon, mas não funcionou. Então fui eu para a cozinha colocar a mão na massa, literalmente.

Minha mãe entra no meio do processo e pergunta: “Sua dieta líquida já está pronta Fer?” Hahaha...nem me abalei. Fazem piada, mas depois sentam e se esbaldam de comer...ainda mais minha mãe que odeia cozinhar.

Este bolo é uma delícia e bem fácil de fazer...a receita manda que se coma gelado, mas quem disse que eu esperei esfriar. Tem alguém que não gosta de comer bolo quente que acabou de sair do forno? Depois como gelado de novo.

A receita pede que polvilhe côco ralado por cima do bolo pronto, mas eu só tinha o côco ralado queimado e usei este mesmo, mas o branco dá um visual mais bonito e na minha humilde opinião fica muito mais gostoso, ainda mais se for natural.

Receita:
4 ovos
1 e ½ xícaras de açúcar
2 xícaras de trigo
1 copo americano de guaraná...isso mesmo...o refrigerante (você não se enganou)
1 colher de chá de fermento em pó

Preparo:
Bater a clara em neve e separar.
Bater as gemas com o açúcar e depois ir acrescentando aos poucos na batedeira o trigo peneirado e o guaraná.
Desligar a batedeira e misturar com o batedor manual o fermento e as claras em neve.

Assar em forma untada (esta receita rendeu duas formas daquelas de bolo inglês).

Faça furos com um garfo no bolo ainda quente e derrame uma calda nele feita de uma lata de leite condensado misturada com um vidro de leite de coco e depois polvilhe côco ralado por cima. Pode colocar bastante calda, pois a intemção é ele ficar bem molhadinho, pois na hora que for para a geladeira fica demais.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Caça e caçador

Pois é gente...um dia você está super a fim de cozinhar e fazer zilhões de coisas maravilhosas para comer no mesmo dia...já no outro tive uma crise de comer um monte de bobagem na rua para matar a vontade...começou com uma pipoca...mas não aquela pipoca de cinema ou de microondas não, aquela pipoca de pipoqueiro de cidade de interior que tem aquele carrinho com pipoca com "queijinho" e aquele arroz de isopor doce para as crianças sabe?

Mandei ver um saco de pipocas com todos os queijinhos que eu tenho direito...e estava muito bom.

Depois cheguei em casa e quis comer uma pizza...de disk pizza mesmo...e lá se foram 3 pedaços com guaraná...também uma delícia.

Estes dias lendo a revista Vida Simples vi uma reportagem que estava falando da simplicidade das coisas da vida e a repórter (autora do texto) disse que uma vez, entrevistando o Abílio Diniz, perguntou a ele qual era seu prato preferido e ele disse que era o tostex de queijo com tomate que ele mesmo preparava quando chegava do trabalho, o que surpreendeu a repórter que achou que ele ia citar algum prato chique de um restaurante renomado.

Mas é isso, tem dia que quero comer o melhor Fetuttine Alfredo com medalhão de filé mignon e no outro quero pipoca com queijinho...vai entender.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Muffins de maçã Le Cordon Bleu






Desde que comprei este livro só com receitas de muffins me apaixonei. Primeiro que sempre quis aprender a fazê-los e como tenho dificuldade para traduzir receitas, uma vez que não entendo as medidas, nem os ingredientes, ficava sem lugar para consultar.

Então achei O livro – Receitas Caseiras – Muffins (Lê Cordon Bleu) – em português, que traz 23 receitas de muffins doces e 7 receitas de muffins salgados, cada uma mais apetitosa que a outra e com fotos.

Para quem nunca fez um muffin, sugiro que experimente, pois são receitas super básicas e fáceis de executar, até pessoas com muito pouca experiência culinária conseguem fazer. Existem fôrmas próprias para muffin, assadeiras já com os espaços para eles onde você pode ou não usar as famosas forminhas de papel, como aquelas de brigadeiro porém maiores. Eu comprei umas forminhas de silicone, que apesar de serem pequenas são muito práticas na hora de desenformar e ainda são bonitas, podendo ser usadas para ir à mesa. (veja nas fotos)

Então hoje resolvi fazer os muffins de maçã, que não deram nenhum trabalho e ficaram uma delícia. As únicas diferenças para a receita do livro são que ela pede maçãs verdes e eu usei as que tinha em casa mesmo, das vermelhas, e a receita diz que rende 6 muffins grandes e para a minha fôrma deram 19 muffins...melhor para mim que penso que estou comendo mais. Queria que vocês pudessem sentir o cheiro da minha casa agora.

Receita:
225g de farinha de trigo com fermento
150g de farinha de trigo normal
1 e ½ colheres de chá de fermento em pó
2 colheres de chá de canela em pó
1 colher de chá de noz-moscada
3 colheres de sopa de açúcar
155g de manteiga sem sal
3 colheres de sopa de mel
2 ovos
170ml de leite
3 maçãs descascadas e cortadas em pedaços pequenos
1 colher de chá de canela em pó para polvilhar
2 colheres de chá de açúcar para polvilhar

Preparo:
Pré aqueça o forno a 200°C. Unte um tabuleiro para 12 muffins médios de acordo com a receita com manteiga derretida ou óleo. Peneire as farinhas, fermento, canela, noz moscada e açúcar para dentro de uma tigela grande e faça uma cova no centro.
Numa panela pequena derreta a manteiga e o mel em fogo baixo, mexendo sempre e retire assim que derreter. Bata os ovos com o leite.
Coloque de uma só vez a mistura de manteiga e mel, a mistura de leite e ovos, e os pedaços de maçã na cova que fez nos ingredientes secos. Mexa com uma colher de metal até os ingredientes estarem combinados, mas não mexa demais pois a mistura deve ficar com grumos.
Encha as forminhas até cerca de ¾. Polvilhe com a mistura de açúcar e canela e leve cerca de 20-25 minutos ao forno ou até que um palito introduzido no centro do muffin saia limpo. Deixe repousar na forma durante 10 minutos antes de os retirar.

Couscous de frango






Este cuscus eu aprendi a fazer com minha mãe antes de me casar e para falar a verdade acho ele tão simples e tão gostoso que vivo repetindo a receita. Na verdade já fiz variações dele, usando camarão, ou atum no lugar do frango desfiado, mas o meu preferido mesmo é o de frango, não só porque é mais saboroso para o meu paladar, mas também porque sempre que sobra frango lá em casa eu aproveito como desculpa para desfiar a fazer de novo o cuscus.

Tenho 3 amigas em Sorocaba que simplesmente amam esta receita, tanto que ela virou presença obrigatória em todas as festas que fazemos, até em churrasco eu tinha que fazer o cuscus. Vamos à receita.

Receita:
1 peito de frango cozido e desfiado (às vezes uso o resto do frango assado – sem a pele é claro)
10 ovos de codorna cozidos e cortados ao meio
½ xícara de óleo
Cebola picada
1 lata de ervilha
1 lata de milho
4 palmitos picados
1 lata de molho de tomate
Água e farinha de milho para dar ponto
Sal

Preparo:
Se você tem sobras de frango cozido ou assado basta desfiá-los, caso contrário pegue um peito de frango e numa panela dê uma fritada nele com óleo e cebola picadinha até dourar e depois vá pingando água para ele cozinhar e ficar dourado. Depois de cozido, desfie o frango, mas não jogue o conteúdo da panela fora, pois você pode usar a mesma para fazer o cuscus.

O frango desfiado volta para a panela já com a cebola e com o fogo ligado acrescente o milho, a ervilha, o palmito e o óleo e misture tudo. Coloque sal à gosto.
Em seguida junte a lata de molho de tomate e uma medida da lata de água. O molho fica bem líquido mesmo.

Espere a mistura começar a ferver e então comece a juntar aos poucos a farinha de milho, mexendo sempre, até atingir o ponto de começar a desgrudar da panela.
Tire do fogo e coloque com uma colher grande numa fôrma de buraco no meio previamente enfeitada com os ovos de codorna no fundo.

Alise toda a mistura na fôrma e em seguida, com ela ainda bem quente. Vire num prato para desenformar. Não espere esfriar pois ela gruda na fôrma e fica mais difícil desenformar.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Sorvete de chocolate sem sorveteira






A história deste sorvete começou há pouco mais de 2 meses. Eu e meu marido fomos jantar na casa do chefe dele e na hora da sobremesa...que surpresa agradável...havia um sorvete de chocolate. Já bastava que fosse de chocolate para eu gostar na hora da idéia, apesar de não ser apaixonada por sorvetes, mas experimentei assim mesmo.

Mas quando fiz isso tive uma surpresa, pois o sorvete caseiro era surpreendentemente delicioso, fiquei sem palavras...não sabia descrever a sensação. Perguntei à dona da casa quem tinha feito e ela disse ter sido ela mesma, então minha obsessão desde aquele dia foi tentar conseguir este receita para fazer em casa, pois não é normal alguém que não gosta tanto de sorvete como eu se apaixonar assim.

Nestes 2 meses comecei a ler sobre várias aventuras culinárias nos blogs da vida e percebi como era difícil fazer um sorvete de qualidade, com os ingredientes certos e a dúvida de se comprar ou não uma sorveteira.

Ontem, depois deste tempo de espera, meu marido me mandou um email com a receita do tal sorvete que a Cristina - esposa do chefe dele -tinha me cedido...e quando vi a receita (que dizia o email em tom de brincadeira que era o segredo da família) me diverti com a sua simplicidade, uma vez que só usa 3 ingredientes e ainda por cima não precisa da sorveteira...até desconfiei se a receita estava certa.

Bom, mas mãos à obra. Como a receita era super simples eu tinha tudo em casa e fiz o sorvete na mesma hora. A receita falava em creme de leite e não especificava se era com o soro ou não, e eu havia lido o texto da Ana dizendo que quando a receita não diz nada, deve-se usar com o soro, mas fiquei desconfiada que, depois de misturar tudo, o sorvete nunca fosse endurecer, pois ficou uma mistura completamente líquida...com cara de leite com nescau...só que um pouco mais escuro, mas fui em frente e coloquei tudo no congelador.

Algumas horas depois não me contive e abri o pote para ver se havia começado a endurecer e vi que os cantos já estavam ficando durinhos, porém, apesar de ter misturado tudo com um fouet (lê-se fuê), ainda haviam pequenos pelotinhos do chocolate em pó flutuando na mistura, então peguei o fuê e dei mais uma misturada em tudo. Agora mais consistente.

No outro dia pela manhã o sorvete já estava duro, porém muito mais duro do que a consistência de um sorvete normal, e não na consistência que comi na casa dela, o que me faz suspeitar que, antes de comer você deve deixar ele fora da geladeira por algum tempo para atingir a consistência desejada (como faço para desenformar meu pudim de sorvete), o que dá um pouco de trabalho se você quiser comer naquela hora, mas vale muito à pena.

Fotos tiradas, aparência aprovada (apesar de que da próxima vez quero fazer com cacau em pó para ver se fica mais escuro e mais saboroso) passei para a melhor parte...experimentar (tive até que ligar para a minha dentista para pedir autorização, pois estou fazendo clareamento dos dentes e não poderia comer chocolate nestes dias...mas sorvete de chocolate não é chocolate né? Risos...vai fazer isso com chocólatra!!!)

Tive que tirar do congelador e esperar uns 20 minutos para poder comer, pois estava muito duro para retirar...só depois de 20 minutos é que consegui pegar o sorvete...mas a espera melhorou o sabor, que era como eu esperava...só precisava ser mais mole...o que será que deu errado? Vou tentar falar com a dona da receita depois e conto para vocês.


Receita:
1 lata de leite condesado
2 latas de creme de leite com o soro
6 colheres de sopa de chocolate em pó.

Misture tudo numa vasilha com um fouet e coloque para gelar.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Contribuições são bem-vindas

Desde que iniciei nesta empreitada de escrever este blog ando lendo o blog de várias outras pessoas sobre o mesmo assunto e um que me deixou encantada, não só pelo fato da autora (Ana Elisa) escrever deliciosamente (sem trocadilhos), mas também pelo fato de dar dicas que considero de suma importância para quem está começando a se aventurar nesta paixão...que é o meu caso.

Então esta semana ela colocou uma receita no blog dela e me chamou a atenção o fato de que tinha creme de leite na receita, mas também tinha creme azedo...

Eu sempre soube a diferença entre creme de leite e o creme de leite fresco, mas nunca soube que haveriam outros (e olha que são muitos) e muito menos a diferença entre eles. Então com a permissão da Ana, estou copiando aqui o texto dela que explica exatamente estas diferenças, para ajudar quem quer aprender mais também...

Beijos Ana e obrigada

Creme de leite, sour cream, crème fraîche, a maior bagunça
Desde que comecei a fazer bagunça com as panelas, gostei de assistir a programas de culinária. Via já os de Jamie Oliver quando ainda passavam no People & Arts e ele ainda não fazia chapinha nas madeixas. Adorava livros de cozinha em qualquer idioma, e nunca me deixei intimidar por uma receita em francês, por exemplo. O único problema disso tudo era a confusão total e completa em minha cabeça causada pelas inúmeras variações do simples creme de leite que podem existir no mundinho gastronômico. Joguei muito doce no lixo por usar o creme errado, com a quantidade de gordura e a acidez inadequadas. Demorei muito para encontrar fontes confiáveis que me indicassem exatamente o que eram cada uma das variações, e, principalmente, como produzi-las em casa ou substituí-las. Então, apesar de hoje existir muito mais informação a respeito do que há uns 7 anos atrás, vou tentar resumir tudo por aqui para dar uma mãozinha aos igualmente confusos de plantão...

CREME DE LEITE
O creme de leite de latinha ou de caixinha costuma ter por volta de 25% de gordura. Um dos erros mais freqüentes de quem não cozinha muito é tentar batê-lo na batedeira. Seu teor de gordura não é suficiente para que ele forme picos, como o creme de leite fresco (a seguir). Para ganaches, caldas, pudins, molhos, no entanto, ele é excelente. O fato de ter mais soro, no entanto, deixa-o mais amarelado, de modo que não é o ideal para sobremesas que dependam visualmente de uma cor final branca mais delicada. O creme de leite de lata costuma ser menos espesso que o de caixinha, e também parece decantar mais facilmente (quando o soro separa da gordura). Se uma receita pedir por creme de leite (a não ser que indicado especificamente o contrário), não separe o soro da gordura: misture-o novamente com um garfo ou um fouet pequeno, até que fique homogêneo, antes de medi-lo e incorporá-lo à receita.Outros nomes: já encontrei divergências em muitas fontes, mas pela semelhança no teor de gordura, nunca tive problemas usando o creme de leite de lata ou de caixa quando são requisitados cream, single cream (inglês), crème liquide (francês), panna (italiano), natas (português de Portugal).Atenção: algumas receitas podem pedir cream ou light cream (como no caso de um bolo de chocolate do Jamie Oliver), mas estar se referindo a creme de leite fresco, pois existem versões menos gordurosas de creme de leite fresco em países como Inglaterra. Verifique o uso: se você precisar BATER o creme, use o fresco/pasteurizado.

CREME DE LEITE LIGHT
Nunca pensei que entraria algo light em minha casa, mas esse creme, que contém 18% de gordura, é equivalente em uso ao creme de leite comum de lata ou caixinha, só que mais magro.Outros nomes: light cream, table cream, coffee cream, half-and-half (inglês).

CREME DE LEITE FRESCO
O creme de leite fresco que compramos no supermercado, geralmente cheio de fotinhos de morangos com chantilly, não é de fato creme de leite fresco, uma vez que é pasteurizado. Gerentes de bons supermercados já me garantiram que o fresco de verdade, com maior teor de gordura, só se encontra em versão industrializada no sul do país, assim como natas. No entanto, um pode ser facilmente substituído pelo outro, sem problemas. Ele difere do creme de leite de latinha por ter mais gordura (cerca de 35%) e menos soro, razão pela qual é mais branquinho. Quanto mais branco o creme de leite, então, mais gordura, e, portanto, melhor. Você usará o creme de leite fresco ou pasteurizado para bater chantilly.Outros nomes: apesar de existirem pequenas diferenças no teor de gordura de um e de outro, você pode usar o creme de leite fresco ou pasteurizado sem problemas sempre que receitas em outros idiomas pedirem por heavy cream (inglês), double cream (inglês), crème fleurette (francês), panna fresca (italiano), natas espessas, natas batidas (português de Portugal, sendo que o segundo é já o creme batido).

CREME DE LEITE AZEDO
É o creme de leite fresco que passou por fermentação por adição de bactéria de ácido lático. Costuma ser espesso como chantilly, firme, e ligeiramente ácido ao paladar, como iogurte, contendo por volta de 18% de gordura. Pode ser comprado pronto em alguns empórios.Outros nomes: sour cream (inglês), natas ácidas (português de Portugal).Substituições: Os franceses não costumam usar sour cream, substituindo-o por crème fraîche. Há fontes que indicam que se pode substituir o sour cream por iogurte natural integral na maioria das receitas.Para fazer em casa: mistura-se 1 colh. (sopa) de suco de limão a 1 xíc. de creme de leite fresco, e deixa-se a mistura descansar em temperatura ambiente por 30 minutos. Guarde na geladeira até a hora de usar.

CRÈME FRAÎCHE
Especialidade francesa, é um creme de leite fresco um pouco envelhecido, espesso mas ainda líquido, com um sabor ligeiramente ácido. Pode ser usado para bater, como o creme de leite fresco, e é usado tanto em doces como em salgados. O crème fraîche não se encontra no Brasil, mas pode ser produzido em casa com resultados muito próximos do original.Substituições: em preparações salgadas, pode ser substituído por iogurte ou sour cream.Para fazer em casa: Misture 500ml de creme de leite fresco a 250ml de creme de leite azedo em uma panela média e mexa. Aqueça em fogo baixo até amornar levemente. Despeje em uma tigela de vidro e cubra com um prato, deixando uma pequena brecha. Deixe em local fresco por 6-8 horas, até que engrosse e fique ácido. Mexa de novo, tampe e leve à geladeira até a hora de usar.

BUTTERMILK
Meu mais recente pesadelo, também não existe em versão industrial no Brasil. Trata-se do soro do leite coalhado que resta no processo de fabricação da manteiga. Se você fizer manteiga em casa, basta guardar o líquido restante na geladeira. Senão, o buttermilk pode ser produzido em casa também com bons resultados, ou mesmo substituído. Ele é bastante líquido e tem, como o sour cream e o crême fraîche, um sabor ligeiramente ácido. Costuma ser usado no preparo de bolos para que, em combinação com o bicarbonato de sódio, fermente a massa.Substituições: em receitas de doces, pode ser substituído por iogurte natural. Se não tiver nem um nem outro em casa, você pode alterar a receita, substituindo buttermilk por leite na mesma medida e: para cada litro (ou kg) de buttermilk retirado da receita, retirar 15g de bicarbonato de sódio e adicionar 30g de fermento químico em pó.Para fazer em casa: Misture 1 colh. (sopa) de suco de limão ou vinagre ou 1 colh. (chá) de cremor tártaro a 1 xíc. de leite desnatado e deixe descansar em temperatura ambiente por cerca de 10 minutos, até que talhe.Definições e usos tiveram como fonte quase todos os livros de minha biblioteca. Algumas das substituições são sugestões do site Cooking for Engineeers. Se tiver outras dúvidas, experiências com esses ingredientes, ou sugestões de preparos caseiros e substituições, entre em contato!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Gastronomia

"Gastronomia é comer olhando para o céu"

Millor Fernandes

sábado, 8 de dezembro de 2007

Como começou?

Como começou esta minha paixão pela culinária? Eu não tenho certeza, mas tenho minhas suspeitas, e elas são bem usuais, como na família de qualquer pessoa que tenha a mesma paixão eu acho. Sempre temos aquele parente mais próximo que ama cozinha e tudo que a envolve de alguma forma.
Por exemplo, minhas duas avós foram estas pessoas na minha vida, porém de formas bem diferentes:

Minha avó paterna (Vó Zita) era uma pessoa apaixonada pela comida até atingir os níveis da irresponsabilidade, uma vez que era diabética e comia doce como ninguém. Mas exageros à parte, ela tinha um caderninho bem surrado no qual ela escrevia o nome de cada neto e nele listava as comidas preferidas de cada um deles e cada vez que nós íamos passar uma temporada na casa dela, nos fartávamos de tanto comer. E não era só comer tudo o que você gostava aos poucos não, ela mandava que a cozinheira fizesse tudo de uma vez só, o que nos deixava, criança que éramos eu e minha irmã, sem nem saber por onde começar. Foi lá que aprendi a gostar de tudo o que é mineiro com algumas influências...o pão de queijo obrigatório, o cafézinho, a coalhada temperada com cheiro verde que só ela fazia à moda antiga e os famosos biscoitinhos de todo tipo que ela sempre tinha distribuídos em latas pela casa. Apesar de não ser tudo ela quem cozinhava...estes sabores fazem parte da minha infância e me influenciaram muito assim como o cheiro de sabonete Phebo que basta eu fechar os olhos para voltar para Alfenas.

Já minha avó materna (Vó Chica), esta sim cozinhava, e muito bem, apesar de ser uma culinária bem simples. Ela era uma dona de casa como a maioria da sua geração, porém, assim como eu (pois acho que aprendi com ela) gostava de cozinhar para as pessoas para animá-las quando estavam tristes, para presenteá-las nas datas comemorativas, para festejar algum acontecimento, ou seja...tudo era motivo para fazer algo para alguém e sempre com muito carinho. Perdi as contas de quantos anos eu a vi fazer as "roscas de Natal" dela com goiabada em cima (uma para cada filho) e os ovos de páscoa que ela mesma fazia para todos os netos na Páscoa, isso sem contar os preferidos daqui de casa: rocambole recheado com leite condensado cozido, doce de leite em pedaços, suspiro, bolo mármore e tantos outros que, juntos com as lembranás de Alfenas me fizeram quem eu sou hoje. E como disse do cheiro da minha Vó Zita, não podia deixar de mencionar que a Vó Chica cheirava Anais Anais...uma mistura de perfumes e sabores que me levam para muito longe.

Parece que foi assim que tudo começou e hoje eu tento me dedicar à esta arte um pouco mais do que elas tentaram ou puderam fazer para deixar na memória da Sarah e dos que estão a minha volta os sabores do que eu fizer com extremo carinho para eles.